Doenças das Glândulas Salivares: Causas, Sintomas e Tratamento

As doenças das glândulas salivares incluem cálculos, inflamações e tumores que causam inchaço, dor e boca seca. O otorrinolaringologista diagnostica e trata essas condições com recursos clínicos e cirúrgicos modernos.
Doenças das Glândulas Salivares: Causas, Sintomas e Tratamento

O Que são as Glândulas Salivares?

As glândulas salivares são estruturas da cabeça e pescoço responsáveis pela produção e secreção de saliva. A saliva tem funções essenciais: umidifica a boca, inicia a digestão dos alimentos, protege os dentes contra cáries e possui propriedades antimicrobianas. As principais são as parótidas (na frente das orelhas), as submandibulares (abaixo da mandíbula) e as sublinguais (no assoalho da boca).

Quando essas glândulas são acometidas por doenças, o otorrinolaringologista é um dos principais especialistas envolvidos no diagnóstico e tratamento, especialmente nos casos que requerem avaliação mais especializada ou abordagem cirúrgica. O diagnóstico precoce é crucial para o tratamento adequado e prevenção de complicações.

Sialolitíase: Cálculos nas Glândulas Salivares

A sialolitíase é a presença de cálculos (pedras) nos ductos das glândulas salivares, sendo a doença não neoplásica mais comum dessas glândulas. Afeta principalmente as glândulas submandibulares. Os cálculos se formam pela precipitação de sais minerais na saliva e podem obstruir o fluxo salivar. Os sintomas típicos incluem dor e inchaço na região glandular durante as refeições (quando a produção de saliva é estimulada) com melhora posterior, além de sensação de boca seca. Em casos de obstrução prolongada, pode ocorrer infecção bacteriana secundária da glândula.

Sialadenite: Inflamação das Glândulas Salivares

A sialadenite é a inflamação das glândulas salivares, que pode ser aguda ou crônica. A forma bacteriana aguda se manifesta com inchaço doloroso, vermelhidão, febre e, às vezes, saída de pus pelo orifício do ducto salivar. A parotidite epidêmica (caxumba), causada pelo vírus da caxumba, é a forma viral mais conhecida, mas hoje é raramente vista graças à vacinação. A sialadenite crônica pode estar associada a doenças autoimunes como a síndrome de Sjögren, na qual há destruição progressiva das glândulas salivares e lacrimais, causando boca e olhos extremamente secos.

Tumores das Glândulas Salivares

Os tumores das glândulas salivares podem ser benignos ou malignos. O adenoma pleomórfico é o tumor benigno mais comum, afetando principalmente a parótida, e se apresenta como um nódulo de crescimento lento, indolor e de consistência firme. O tumor de Warthin é outro tumor benigno comum na parótida. Os tumores malignos, como o carcinoma mucoepidermoide e o carcinoma adenoide cístico, são menos frequentes mas exigem tratamento oncológico especializado. Qualquer nódulo ou aumento de volume na região das glândulas salivares deve ser avaliado prontamente pelo otorrinolaringologista.

Diagnóstico das Doenças das Glândulas Salivares

O diagnóstico começa com a avaliação clínica pelo otorrinolaringologista, que investiga os sintomas, realiza palpação das glândulas e da cavidade oral. Os exames de imagem são fundamentais: a ultrassonografia é o exame inicial de escolha para identificar cálculos, cistos, inflamações e nódulos. Para avaliação mais detalhada, especialmente de tumores, são utilizadas a tomografia computadorizada e a ressonância magnética. A biópsia por agulha fina (PAAF) é utilizada para o diagnóstico histológico de nódulos suspeitos.

Tratamento das Doenças das Glândulas Salivares

O tratamento varia conforme a condição diagnosticada. Para a sialolitíase, cálculos pequenos podem ser removidos de forma conservadora com massagem, hidratação e sialogogos. Cálculos maiores geralmente exigem intervenção cirúrgica ou, quando disponível, sialendoscopia — técnica minimamente invasiva que utiliza um microendoscópio para localizar e remover os cálculos sem necessidade de incisões externas.

Para a sialadenite bacteriana, o tratamento inclui antibióticos, hidratação e medidas de estímulo salivar. Tumores benignos geralmente são tratados com excisão cirúrgica — a parotidectomia para tumores de parótida é realizada com grande cuidado para preservar o nervo facial, estrutura vital que passa através dessa glândula. Tumores malignos podem exigir cirurgia ampliada, radioterapia e/ou quimioterapia. Consulte a Clínica Otorrino Sudoeste para avaliação especializada de qualquer alteração na região das glândulas salivares.

Mucocele e Rânula: Lesões das Glândulas Menores

A mucocele é uma lesão cística benigna causada pelo acúmulo de mucina após trauma ou obstrução de pequenas glândulas salivares, aparecendo frequentemente no lábio inferior como uma vesícula azulada ou translúcida. A rânula é uma forma especial de mucocele originada das glândulas sublinguais, formando uma massa cística no assoalho da boca. Ambas são tratadas cirurgicamente pelo otorrinolaringologista, geralmente com excelentes resultados e baixo risco de recorrência.

Quando Buscar Avaliação Especializada

Recomenda-se consultar um otorrinolaringologista quando houver inchaço persistente na região das bochechas, abaixo da mandíbula ou no assoalho da boca, dor durante as refeições, boca seca intensa, saída de pus pela boca ou qualquer nódulo perceptível na cabeça ou pescoço. A avaliação precoce é fundamental para o diagnóstico correto e o tratamento adequado, especialmente nos casos de tumores que se beneficiam de intervenção na fase inicial. Não ignore qualquer alteração persistente nessas regiões, pois o diagnóstico precoce é a melhor estratégia para um bom prognóstico.

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