Candidíase Orofaríngea: 5 Causas, Sintomas e Como Tratar

A candidíase orofaríngea é uma infecção fúngica da boca e garganta causada pela Candida albicans. Conheça as 5 causas, sintomas, diagnóstico e como tratar com o otorrinolaringologista.
Candidíase Orofaríngea: 5 Causas, Sintomas e Como Tratar

A candidíase orofaríngea é uma infecção fúngica da boca e garganta causada pelo fungo Candida albicans. Também conhecida como “sapinho” quando afeta a cavidade oral, é uma condição frequentemente tratada pelo otorrinolaringologista quando acomete a faringe e a laringe, podendo causar disfagia, rouquidão e dor ao engolir.

Segundo o otorrinolaringologista, a candidíase orofaríngea é mais comum em pacientes imunodeprimidos, usuários de corticosteroides inalatórios e portadores de refluxo laringofaríngeo. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar a progressão da infecção.

O Que É Candidíase Orofaríngea?

A Candida é um fungo que normalmente habita a boca, garganta e trato digestivo sem causar problemas — é considerada parte da flora normal. A candidíase surge quando esse equilíbrio é rompido, permitindo a proliferação excessiva do fungo. Clinicamente, a candidíase orofaríngea se manifesta como placas brancas amanteigadas na mucosa da boca, língua, garganta e, em alguns casos, laringe.

5 Principais Causas da Candidíase Orofaríngea

1. Imunodepressão

A candidíase orofaríngea é uma das infecções oportunistas mais comuns em pacientes com o sistema imunológico comprometido. HIV/AIDS, quimioterapia, transplante de órgãos com uso de imunossupressores e uso prolongado de corticosteroides sistêmicos são as principais causas de imunodepressão que favorecem a infecção.

2. Uso de Corticosteroides Inalatórios

Pacientes com asma ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) que utilizam corticosteroides inalatórios têm maior risco de candidíase orofaríngea. O medicamento deposita-se na mucosa oral e faríngea, suprimindo localmente as defesas imunológicas. A higiene bucal após o uso dos inaladores e o uso de espaçadores são medidas preventivas importantes.

3. Uso Prolongado de Antibióticos

O uso prolongado de antibióticos de largo espectro desequilibra a flora bacteriana normal da boca e faringe, permitindo a proliferação excessiva de fungos como a Candida. Essa é uma causa comum de candidíase em pacientes sem outros fatores de risco imunológico.

4. Diabetes Mellitus

O diabetes mellitus mal controlado cria um ambiente favorável ao crescimento fúngico, pois os níveis elevados de glicose na saliva e nas mucosas servem de substrato para os fungos. Pacientes diabéticos têm risco significativamente maior de candidíase orofaríngea recorrente.

5. Próteses Dentárias e Higiene Oral Deficiente

Próteses dentárias mal adaptadas ou higienizadas inadequadamente podem abrigar colônias de Candida e causar infecção localizada, chamada de estomatite protética. A higiene oral deficiente também favorece a proliferação fúngica.

Sintomas da Candidíase Orofaríngea

  • Placas brancas cremosas: na língua, gengivas, mucosa oral e faringe, que sangram ao ser removidas
  • Dor ou ardência na boca e garganta: desconforto ao falar e engolir
  • Disfagia: dificuldade para engolir alimentos
  • Rouquidão: quando a laringe está comprometida
  • Gosto metálico ou amargo: alteração do paladar

Diagnóstico

O diagnóstico da candidíase orofaríngea é predominantemente clínico, baseado na identificação das placas brancas características pelo otorrinolaringologista. Quando há dúvidas diagnósticas ou em casos recorrentes, pode ser realizada a raspagem das placas para exame microscópico direto ou cultura fúngica. A laringoscopia pode ser indicada para avaliar o comprometimento da laringe e das estruturas mais profundas da faringe.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia, casos de candidíase orofaríngea recorrentes ou refratárias ao tratamento devem ser investigados para possível imunodepressão subjacente.

Tratamento da Candidíase Orofaríngea

O tratamento é feito com antifúngicos. As opções incluem:

  • Nistatina tópica: solução ou pastilhas para uso local na boca; eficaz nos casos leves
  • Fluconazol oral: antifúngico sistêmico indicado nos casos moderados a graves ou quando o tratamento tópico falha
  • Itraconazol: alternativa nos casos refratários ao fluconazol

Além do tratamento medicamentoso, é fundamental identificar e tratar os fatores predisponentes. Em pacientes usando corticosteroides inalatórios, orienta-se fazer bochechos com água após cada uso e considerar o uso de espaçadores. Em diabéticos, o controle glicêmico rigoroso é essencial para prevenir recorrências.

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