Refluxo Laringofaríngeo: 7 Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

O refluxo laringofaríngeo causa rouquidão, pigarro e tosse crônica sem azia. Entenda os sintomas, como é feito o diagnóstico pelo otorrinolaringologista e as opções de tratamento.
Refluxo Laringofaríngeo: 7 Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

O que é refluxo laringofaríngeo?

O refluxo laringofaríngeo (RLF) é uma condição em que o conteúdo ácido do estômago sobe pelo esôfago e atinge a laringe, a faringe e até as vias aéreas superiores. Diferentemente do refluxo gastroesofágico (DRGE), o RLF muitas vezes não causa azia, o que dificulta o diagnóstico e faz com que muitos pacientes demorem a buscar tratamento adequado com um otorrinolaringologista.

Essa condição é responsável por uma série de sintomas incômodos na garganta e na voz, afetando diretamente a qualidade de vida de quem a apresenta. Estima-se que o refluxo laringofaríngeo seja responsável por até 10% das consultas em otorrinolaringologia. Diferente de outras condições que afetam a garganta, o diagnóstico requer avaliação especializada por um otorrinolaringologista experiente.

Sintomas do refluxo laringofaríngeo

Os sintomas do refluxo laringofaríngeo costumam ser diferentes dos sintomas do refluxo gastroesofágico clássico. Os principais sinais são:

  • Rouquidão persistente, especialmente pela manhã
  • Sensação de “bola na garganta” (globus faríngeo)
  • Tosse crônica sem causa aparente
  • Pigarro frequente e necessidade constante de limpar a garganta
  • Dificuldade para engolir (disfagia leve)
  • Ardor ou dor na garganta
  • Catarro excessivo na garganta

É importante destacar que nem todo paciente com RLF apresenta azia ou queimação no peito. A ausência desses sintomas não descarta o diagnóstico, por isso a avaliação pelo otorrinolaringologista é fundamental para determinar se o refluxo laringofaríngeo é a causa dos sintomas.

Como o refluxo laringofaríngeo é diagnosticado?

O diagnóstico do refluxo laringofaríngeo é clínico e endoscópico. O otorrinolaringologista realiza uma videolaringoscopia, que permite visualizar diretamente a laringe e identificar sinais de irritação ácida, como vermelhidão, edema e espessamento das estruturas laríngeas.

Em alguns casos, o médico pode solicitar exames complementares como:

  • pH-metria de 24 horas: mede a acidez no esôfago e na laringe ao longo de um dia
  • Impedâncio-pH-metria: avalia o refluxo ácido e não ácido
  • Endoscopia digestiva alta: analisa o estado do esôfago e do estômago

Tratamento do refluxo laringofaríngeo

O tratamento do refluxo laringofaríngeo é multidisciplinar e envolve mudanças no estilo de vida, medicamentos e, em casos específicos, intervenção cirúrgica.

Mudanças no estilo de vida

As alterações de hábitos são o pilar do tratamento e incluem:

  • Evitar alimentos ácidos, gordurosos, café, álcool e bebidas gasosas
  • Não deitar logo após as refeições (aguardar pelo menos 2 a 3 horas)
  • Elevar a cabeceira da cama em 15 a 20 cm
  • Manter um peso corporal saudável
  • Parar de fumar, pois o tabagismo agrava o refluxo laringofaríngeo
  • Comer em porções menores e mais frequentes ao longo do dia

Tratamento medicamentoso

Os medicamentos mais utilizados são os inibidores da bomba de prótons (IBPs), que reduzem a produção de ácido gástrico. O tratamento costuma ser prolongado, com duração de 3 a 6 meses, e deve ser sempre prescrito e monitorado pelo médico especialista. Em alguns casos, o otorrinolaringologista pode associar procinéticos para melhorar a motilidade gástrica e reduzir os episódios de refluxo.

Tratamento cirúrgico

Em casos refratários ao tratamento clínico, a cirurgia antirrefluxo (fundoplicatura) pode ser indicada. Essa decisão é tomada em conjunto pelo otorrinolaringologista e pelo gastroenterologista, após avaliação criteriosa dos exames e da resposta ao tratamento clínico.

Refluxo laringofaríngeo em crianças

O refluxo laringofaríngeo também pode afetar crianças e adolescentes. Nessa faixa etária, os sintomas mais comuns incluem tosse noturna persistente, chiado no peito, infecções respiratórias de repetição e voz rouca pela manhã. O otorrinolaringologista especializado em pediatria é o profissional indicado para avaliar e tratar esses casos com segurança e eficácia.

Complicações do refluxo laringofaríngeo não tratado

Quando o refluxo laringofaríngeo não é tratado adequadamente, pode levar a complicações mais sérias, como laringite crônica, granuloma de cordas vocais, estreitamento da laringe (estenose subglótica) e, em casos raros, lesões pré-malignas. Por isso, o diagnóstico e o tratamento precoces são essenciais para preservar a saúde da voz e das vias aéreas superiores. Procure o otorrinolaringologista assim que notar os primeiros sintomas.

Quando procurar o otorrinolaringologista?

Você deve consultar um otorrinolaringologista se apresentar rouquidão, pigarro constante, tosse seca persistente ou sensação de corpo estranho na garganta por mais de duas semanas, especialmente se esses sintomas não melhoram com tratamentos caseiros. O diagnóstico precoce do refluxo laringofaríngeo evita complicações como laringite crônica, erosão das cordas vocais e, em casos raros, alterações pré-malignas na laringe.

Na Clínica Otorrino Sudoeste, nossa equipe especializada está preparada para avaliar, diagnosticar e tratar o refluxo laringofaríngeo com toda a tecnologia e cuidado que você merece. Agende sua consulta e cuide da sua saúde com quem entende.

Fonte: Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) – referência para critérios diagnósticos e protocolos de tratamento em otorrinolaringologia no Brasil.

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