O Que é Otosclerose?
A otosclerose perda auditiva progressiva estão diretamente ligadas: a otosclerose é uma doença que causa perda auditiva por crescimento ósseo anormal no ouvido médio. Compreender a relação entre a otosclerose, perda auditiva e tratamento é essencial para agir cedo. O otorrinolaringologista é o especialista que diagnostica e trata esta condição, que ocorre quando há crescimento anormal de osso ao redor do estribo — o menor osso do corpo humano, responsável por transmitir as vibrações sonoras do tímpano para o ouvido interno.
A otosclerose afeta cerca de 0,3 a 0,4% da população geral, com maior prevalência em mulheres brancas na faixa dos 20 aos 40 anos. Tem forte componente hereditário: aproximadamente 25% dos pacientes têm algum familiar afetado. O otorrinolaringologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e condução do tratamento dessa doença.
Causas e Fatores de Risco da Otosclerose
A causa exata da otosclerose não é completamente conhecida, mas sabe-se que envolve fatores genéticos, hormonais e possivelmente infecciosos. A predisposição genética é o principal fator de risco, com herança autossômica dominante de penetrância variável. Os hormônios femininos parecem ter papel importante, pois a doença frequentemente se manifesta ou piora durante a gravidez. Alguns estudos sugerem que o vírus do sarampo pode estar envolvido no processo, embora essa relação ainda seja objeto de investigação científica.
Sintomas da Otosclerose
O principal sintoma é a perda auditiva progressiva bilateral, geralmente de início lento e insidioso. O paciente frequentemente relata que ouve melhor em ambientes ruidosos do que em silêncio, fenômeno chamado de paracusia de Willis, característico da otosclerose. Outros sintomas incluem zumbido no ouvido (tinnitus), que pode ser bastante incomodativo, e tontura em menor frequência. A perda auditiva tende a piorar gradualmente ao longo dos anos e pode afetar ambos os ouvidos, embora frequentemente um seja mais afetado que o outro.
Como é Feito o Diagnóstico
O otorrinolaringologista realiza o diagnóstico com base na história clínica e em exames específicos. A audiometria tonal mostra um padrão característico de perda auditiva condutiva com o entalhe de Carhart na frequência de 2000 Hz. A imitanciometria (timpanometria) revela curva tipo As, indicando rigidez do sistema ossicular sem perfuração da membrana timpânica. A tomografia computadorizada de alta resolução do osso temporal pode confirmar o diagnóstico ao mostrar focos de desmineralização ao redor do estribo.
Tratamento Cirúrgico: Estapedectomia e Estapedotomia
A cirurgia é o tratamento de escolha para a maioria dos pacientes com otosclerose. O procedimento mais utilizado é a estapedotomia, no qual o cirurgião realiza uma pequena perfuração no estribo fixado e insere uma prótese que restaura a transmissão sonora. Os resultados são excelentes, com melhora auditiva significativa em mais de 90% dos casos. A cirurgia é realizada sob anestesia local ou geral e o paciente geralmente recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte ao procedimento.
Aparelho Auditivo como Alternativa
Para pacientes que não desejam ou não podem ser operados, o uso de aparelho de amplificação sonora individual (AASI) é uma alternativa eficaz. Os aparelhos modernos são discretos e oferecem boa qualidade de som. A indicação do tipo de aparelho mais adequado é feita pelo otorrinolaringologista em parceria com o fonoaudiólogo especializado em audiologia, levando em conta o grau de perda auditiva e as necessidades do paciente.
Quando Consultar um Otorrinolaringologista
Qualquer pessoa que perceba diminuição progressiva da audição, especialmente se houver histórico familiar de surdez ou se a perda piorar durante a gravidez, deve procurar um otorrinolaringologista para avaliação. O diagnóstico precoce da otosclerose permite o planejamento do tratamento ideal e a intervenção no momento mais adequado, preservando ao máximo a função auditiva e a qualidade de vida. Não ignore sinais de perda auditiva progressiva — o tratamento precoce faz toda a diferença no prognóstico. Saiba mais sobre saúde auditiva no portal da Sociedade Brasileira de Otologia.