A otomicose é uma infecção causada por fungos na pele do canal do ouvido, a parte externa que liga a entrada da orelha ao tímpano. Por isso ela é conhecida popularmente como fungo no ouvido. A umidade é a grande favorecedora do problema, o que explica por que ele é mais comum no calor e em quem entra bastante na água.

Saber reconhecer os sinais da otomicose ajuda a evitar que a coceira e o incômodo se tornem persistentes. A seguir, explicamos por que o fungo aparece, quais são os sintomas e como costuma ser o tratamento, sempre reforçando a avaliação com o especialista.

O que é a otomicose

A otomicose é uma forma de inflamação do canal auditivo externo em que há crescimento de fungos nesse ambiente. Quando a pele do canal fica úmida e levemente irritada, os fungos encontram condições para se multiplicar, formando uma secreção com aspecto característico. Uma referência científica brasileira sobre o tema está no artigo da Revista Brasileira de Otorrinolaringologia.

O que causa o fungo no ouvido

O principal fator é a umidade retida no canal auditivo, seja depois de nadar, de tomar banho ou de usar fones de ouvido por muito tempo. Pequenas lesões na pele do canal, muitas vezes provocadas pelo uso de hastes flexíveis, também abrem caminho para a infecção. Por isso, cuidados de higiene inadequados têm relação direta com o problema, como explicamos no artigo sobre cera no ouvido e limpeza segura.

Quais são os sintomas da otomicose

A coceira intensa no ouvido é o sintoma mais típico e costuma ser o que mais incomoda. Também podem aparecer sensação de ouvido tapado, saída de secreção, leve dor ou desconforto e redução temporária da audição. Em alguns casos, o quadro é confundido com outras inflamações do ouvido, por isso o exame ajuda a diferenciar a otomicose de uma otite comum.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é feito pelo otorrinolaringologista, que examina o canal auditivo e identifica os sinais da infecção por fungos. Esse exame do ouvido permite ver o aspecto da secreção e avaliar a pele do canal, orientando a melhor conduta. A avaliação dos problemas do ouvido faz parte da otorrinolaringologia.

Como é o tratamento da otomicose

O tratamento costuma incluir a limpeza cuidadosa do canal auditivo, feita pelo profissional, e o uso de medicações específicas indicadas pelo médico. É importante não pingar produtos por conta própria, já que nem toda gota é adequada para cada situação. Manter o ouvido seco durante o tratamento ajuda bastante na recuperação, pois reduz a umidade que favorece o fungo.

Como prevenir o fungo no ouvido

Algumas medidas simples ajudam a evitar novos episódios: secar bem as orelhas após o banho e a natação, evitar introduzir hastes flexíveis ou objetos no canal e não compartilhar fones de ouvido. Quem tem episódios repetidos pode se beneficiar de orientação individual sobre esses cuidados e sobre a forma mais segura de secar e proteger os ouvidos no dia a dia. Informações adicionais sobre as doenças do ouvido estão no site da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial.

Otomicose é diferente da otite externa bacteriana?

Sim. Tanto a otomicose quanto a otite externa bacteriana são inflamações do canal do ouvido, mas o agente é diferente: na otomicose predominam os fungos, enquanto na otite externa bacteriana a causa são bactérias. Essa diferença importa porque o tratamento não é o mesmo, e usar o remédio errado pode prolongar o incômodo. Por isso o exame do ouvido pelo especialista é tão importante: é ele que identifica o tipo de infecção e orienta a conduta adequada.

Também é comum a otomicose aparecer depois de um tratamento prolongado para outra infecção do ouvido, quando o ambiente do canal fica mais propício ao crescimento dos fungos. Nessas situações, contar toda a história ao médico ajuda a entender o quadro e a escolher o melhor caminho. Um cuidado que faz diferença é resistir à vontade de coçar o ouvido com objetos durante o quadro: por mais que a coceira incomode, introduzir hastes ou a ponta da toalha machuca a pele do canal e pode piorar a infecção.

Quando procurar o especialista

Procure avaliação quando a coceira, o desconforto ou a secreção no ouvido não melhoram, se repetem ou vêm acompanhados de dor e queda da audição. Quanto antes o quadro é examinado, mais simples costuma ser o cuidado e menor o risco de o problema se prolongar.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Apenas a avaliação presencial com o especialista permite confirmar o diagnóstico e definir a melhor conduta para cada pessoa.

Na Clínica Otorrino Sudoeste, a avaliação dos problemas do ouvido é feita com exames realizados no próprio local, quando necessários. Estamos no Centro Clínico Sudoeste, ao lado do HFA, em Brasília, atendemos mais de 50 convênios e você não precisa de encaminhamento para marcar sua consulta.